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domingo, 22 de agosto de 2010



O que posso eu hoje dizer? O que posso hoje escrever?
Talvez esta seja uma das minhas perguntas diárias. No outro dia eu estava sentada na estação de comboios, num daqueles bancos verdes... dos poucos bancos verdes, tinha o meu caderno sobre as pernas e a caneta na mão e debitei umas quantas linhas, enquanto via rostos desconhecidos, alguns desses rostos com uma expressão de felicidade e outros com marcas de tristeza. Talvez essas pessoas não sejam assim tão diferentes de mim, porque embora eu naquele mesmo dia estivesse a ser inundada por um enorme sentimento de felicidade no meu rosto era visível a tristeza, por saber que tu não vinhas no meio daquela multidão. Apenas porque seria geograficamente impossível, como eu costumo dizer-te.

Talvez fosse mais indicado eu ir até a um aeroporto ver os aviões chegarem e partirem ou até um cais, onde as embarcações atracam depois de tanto tempo de viagem, mas não... isso ia fazer-me entender mais uma vez o quão longe estás de mim e o quão perto (para minha felicidade) te encontras do meu ser e da minha alma.
Sabes de uma coisa? Não me importam todos os rostos desconhecidos que se cruzam comigo, nas ruas  nas estações do comboio, não me importam quantos rostos eu olhe agora em busca do teu, na esperança de te ver, porque um dia eu sei... que me basta olhar em frente e tu vais estar ali, com o teu sorriso e com os teus braços a chamarem por mim e nesse mesmo dia mesmo que estejamos a ser afogados num mar de rostos e pessoas desconhecidas, serei apenas eu e tu e tu e eu e nada mais do que nós os dois e aquele nosso momento. Nós somos feitos disto, de amor , de carinho , de esperança e de luta, somos um puzzle que se completa com as peças um do outro, um puzzle sem fim.
E sim, acredito que o nosso amor dure para sempre, nem que seja em mim, nem que seja em ti ou até mesmo nas folhas do «Diário da Nossa Paixão» , mas ele nunca vai ser levado pelo vento.
E no que depender de nós ( sim falo por ti também ), pois sei que as minhas palavras são as tuas e os meus pensamentos são os teus e vise-versa eu sei que faremos os possíveis e os impossíveis para vencermos esta longa e árdua batalha.



Eu amo-te mais que tudo, F.

Ao som de The Script - The Man Who Can't Be Moved
(
se soubesses quanto esta musica me faz pensar em ti .)

6 comentários:

IsabelRamos disse...

adiciona amor : mariaisabelnramos@hotmail.com

Moreira disse...

Gostei ;)Estação de S. Bento, incomparavel ;)

H. Haller disse...

bom post, boa "resposta".
espero sinceramente um dia estar por "dentro", pois o vazio de quem está por fora, é gelado demais.
=)

Mel disse...

maravilhoso.

Moreira disse...

Agradecia que desses a tua opinião no meu blog, obrigado ;)

Andreia Meireles disse...

que texto fantástico, quem me dera poder falar por ele (meu principe) :$